sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Divagação...


Eu?

...não sei de mim

sei apenas de teu sorriso

lábios molhados

amanhecer de ti em mim..

sábado, 19 de julho de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008


No ventre
dormente
da insensatez humana
cruzam-se
lábios versejantes
na fogueira cálida
entre
dois corpos amantes..

sábado, 12 de abril de 2008

Innocents Nights


This is the night
my demons dance
around the sacred bonfire
The veil fell
The innocent will be sacrificed.
The ghosts scream
This is the night
eternal will be the screams
afflicted screams
crazy screams
The sanctuary will be blasphemed
That run the virgins
to give your gifts..
This is the night
the night blindness
had covered the infidels' shame
This is the night
This is the night
This is the eternal night.

domingo, 6 de abril de 2008


... a dor
que desperta
consentida pela indiferença
veste-se
sangrenta
curtinaz beleza
bálsamo
neste ser vil que te adora.
... de candidas
mãos que em mortas ilusões
teu sexo aflora.
Corpo blasfemado por teu
olhar de frio encanto
mortaz
além deriva do espasmo
salivar do beijo
morto em teus lábios
agora frios.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Novos passos..

Após algúm tempo de férias estamos voltando as atividades. E a grande novidade da semana é a publicação do texto "Camaquã: Terra de Poesia" no site do amigo Roger Tavares. Não deixem de dar uma espiadinha por lá. Além desta matéria há muitas outras coisas interessantes por lá.
Em breve novos poemas inéditos e outros textos serão publicados por aqui. Aguardem.

Link: http://www.portuguesepoesia.com/?page=poesiaregional&id=21


....muita paz e poesia a todos

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Tempos de dor, solidão e desespero..


Aos poetas loucos, desvairados

desgarrados

na beira de um precipício

acendam-se as velas

banhadas ao sangue

da última virgem..


... a tristeza se espalha

eu acho que morri um pouquinho ontem

resta agora um imenso vazio

uma imensa vontade de fechar os olhos e não mais abrir.

Não sei onde por as mãos

Passei a noite e o dia chorando.

Das lágrimas que brotam surge um rio que mais parece um deserto.

Como é possível se gostar tanto de alguém.

Eu sei que ela não pediu por este amor.

Mas é algo maior que eu.

É como se minha alma estivesse rasgada ao meio.

Não tenho fome, nem sede, apenas sinto falta de um sorriso que não sorri para mim.

As vezes mais pareço um zumbi a olhar para o vazio.

A dor não para.

Acho que é a dor que me resta, talvez seja esta dor que ainda me mantém.

...


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

E quando nosso amanhecer

se distanciar no tempo
e a lembrança de teu sorriso
for apenas
névoa
grão de areia ao mar
serei ainda como um louco
a correr pelo campo
gritando teu nome
aos céus
à lua
e às estrelas
feito o último
anjo
perdido
a procura do paraíso.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Vozes

No silêncio absurdo
Da minha alma
Sons sem nexo
Misturam-se complexos
Querendo sair
Desse labirinto mudo.
São reflexos
Alheios á tudo,
Vindo á tona.
Vozes que eu nem sabia
Existir,
Espreitavam caladas
A hora de surgir,
Sem qualquer pressa
Saindo da zona
Do meu sentir,
Já não está silenciosa
A alma do meu ser
Povoa-se de vozes
Como o amanhecer,
Da minha esperança.
Vozes, se manifestam
Velozes
Querendo viver.


Poeta Carmem Braga