quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A nova cultura e sua contracultura


Muito bem, vamos por a cara para bater. Tenho um gosto pela mediocridade. É irresistível. Esta no meu sangue. Faz parte da minha veia cultural. Confesso: Eu leio Paulo Coelho. E tenho quase todos os livros dele em minha biblioteca. Ufa.. Surpresa? Ao contrário do que podem achar todos os pseudo-intelectuais, eu o leio com prazer. Odeio intelectuais, metidos a donos da verdade da beleza cultural.
Intelectual quando vestido de “dono da cultura” é chato. Veste-se de rabugice, por não saber se entregar aos prazeres da vida. Vive travestido de seus conceitos, para enganar-se a seus próprios olhos. Eu perco-me a degustar esta literatura de multidão como a um tesouro a ser descoberto.
Mas o que atrai as multidões de jovens e novos leitores a esta “pseudo cultura”, rejeitada por muitos? A simplicidade. Sim, eu revelo a todos: SIM-PLI-CI-DA-DE. E não me venham dizer que por trás desta simplicidade esta revelada o grau de inteligência desta nova geração. Enganam-se todos. Nunca se leu e escreveu tanto como neste inicio de século. O advento da internet trouxe-nos blogs, msns, orkuts e afins. É a partir daí que sai esta nova cultura, Esta nova literatura, que se espalha por toda a rede virtual.
Mas faço nova confissão, sou fã de Harry Potter e Crepúsculo. Sim, acho os irresistíveis. Por quê? Por que se vestem de inocência, porque são originais, porque desafiam-nos a sermos crianças, a ver o mundo com um olhar a muito esquecido. O olhar da originalidade. Um mundo de bruxos e trouxas; um mundo de vampiros vegetarianos onde se desenrola um amor impossível. E detalhe. Em dias onde tudo se leva para a banalidade do sexo, são obras que não apelam para cenas de corpos ardentes. Ohhh!!! Sim, sim são histórias quase virginais.
Ah, e por fim um detalhe. Simples detalhe. Em um mundo literário quase masculino por excelência, são obras de mulheres... Da o que pensar..
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(Crônica publicada no Primeira Hora, em Novembro/2009)

2 comentários:

Hélder disse...

Hehe Fala a verdade, não tenho do que discordar...
Cultura popular, de fato, mediocre? Talvez, mas ainda assim é simples...

Também sou de opinião de que algo não deve ser desconsiderado apenas por ser popular, pelo contrário, se se tornou popular é porque tem algo que torna atraente ao público.

e por um texto simples como este, livre de preconceitos é que eu sigo o Confissões...

Anderson Farias Borba disse...

isso aí meu!