domingo, 28 de janeiro de 2007

Ocaso

E da janela
um último lembrar-te
candeeiro flamejante
de ruídos já esquecidos..
No asfalto
gélida gruta
de pensamentos velozes
por vezes atrozes mentiras
ou candidos sonhos
música fugídia
o som de teus passos
no mesmo compasso..
E em meus olhos
singelo desejo escondido
no véu de nossas indecisões.
Teu sorriso por testemunha
já na partida que se anuncia.
Um beijo
um aceno inocente
um ônibus que chega
uma partida
o ocaso
de uma despedida...

2 comentários:

sandra disse...

Carne e sangue, podres,
saltando das nossas carcassas como coelhos endiabrados
a cortejar suas coelhas em pleno cio.
São as derradeiras terminações verbais de um sentimento abandonado
corcoveando em seus respectivos verbos,
procurando um sentido pra existência dessa variação gramatical.
Imagens de um morto abandonando o vivo em local suspeito,
deixando suas armas brancas espalhadas pelo chão imundo
e beijando sua fronte gótica depois de uma noite de orgia.
Nada mais que fugas,
costeando a verdade da minha vida
e esquecendo que a saída ficou afogada na última esquina.

sandra disse...

Leeeeeeeeeeeeeee... pois é eu tinha q colocar um poemoliha tb né!!

sabes o quanto admiro o teu talento não preciso dizer... q q eu vo dizer então??! dai complica a minha vida!

adoro-te poeta!